sábado, 5 de março de 2011

Comunidade internacional acende alerta com mortes em massa na Costa do Marfim

Issouf Sanogo/03.03.2011/AFP
Moradores queimam pneus e bloqueam rua onde as forças de segurança leais a Gbagbo abriram fogo contra manifestantes
A comunidade internacional acionou o sinal vermelho diante das inúmeras mortes na Costa do Marfim desde meados de dezembro de 2010, quando começou a crise política provocada pela eleição presidencial de 28 novembro.
O presidente da Comissão da União Africana (UA), o gabonense Jean Ping, viajou neste sábado (5) a Costa do Marfim para transmitir ao atual presidente, Laurent Gbagbo, e a seu rival, Alassane Ouattara, uma mensagem do grupo de mediação, que exige o fim imediato das matanças.
Acompanhado pelo Comissário para a Paz e Segurança da UA, Ramtane Lamamra, Ping se reuniu com Gbagbo na residência presidencial do bairro de Cocody, na capital Abdijã. Ao fim do encontro, ele afirmou apenas que transmitiu uma mensagem a Gbagbo, quem se recusa a deixar o poder.
Em seguida se reuniu com Ouattara, reconhecido como presidente eleito pela comunidade internacional, no Golf Hotel de Abdijã, onde o político vive entrincheirado ante um bloqueio das tropas leais ao adversário.
A explosão da violência na Costa do Marfim há duas semanas provoca o temor de que a crise vire uma guerra civil. Desde meados de dezembro, quando começou a crise política, 365 pessoas morreram, segundo a ONU.
Tribunal Internacional está pronto para atual
O Tribunal Penal Internacional (CPI) informou neste sábado que está pronto para atuar com rapidez para responsabilizar os autores de crimes contra a população civil na Costa do Marfim, informou o auxiliar da procuradoria Fatou Bensouda.
- Uma coisa está clara, se a situação alcançar um limite de gravidade, o TPI atuará com rapidez.
Bensouda, que qualificou de "atroz" a morte nesta quinta-feira (3) de sete mulheres que protestavam contra Gbagbo.
A missão da ONU no país, a Onuci, informou no mesmo dia que 50 pessoas morreram por causa da violência em uma semana na Costa do Marfim, a metade delas em um bairro de Abdijã, a maior cidade do país, que é cenário constante de confrontos.
 
 

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