Prazo para defesa de Assange recorrer terminava nesta quinta em Londres.
Advogados argumentam que acusações têm fundamento político.
O fundador do site de vazamento de documentos WikiLeaks, Julian Assange, apelou perante a Alta Corte de Londres da sentença emitida na semana passada por um juiz britânico, que decidiu extraditá-lo para a Suécia, onde enfrenta quatro acusações de agressão sexual, anunciou nesta quinta-feira (3) uma fonte judicial.
Um funcionário da Corte confirmou que os advogados, que tinham até esta quinta-feira para recorrer da decisão, apresentaram os documentos necessários, mas indicou que ainda não foi definida uma data para examinar a apelação.
O juiz de primeira instância Howard Riddle autorizou em 24 de fevereiro a extradição do australiano de 39 anos para a Suécia, que emitiu uma ordem de captura contra ele depois que duas mulheres o denunciaram por violação e abuso sexual.
Assange, contra quem ainda não foram apresentadas as acusações formais, nega ter cometido os delitos sexuais, embora admita ter mantido relações consentidas com as duas mulheres durante uma estadia em Estocolmo em agosto passado.

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